Indie Rock

Indie Rock

Bom, antes de começar, vou só dar uma explicação:

O Indie Rock, lido e interpretado como o Rock independente, obviamente não começou nos anos 2000 como vou dizer logo abaixo. Começou por sua vez no final dos anos 80 principalmente com a fita cassete C86, como dito anteriormente no artigo sobre Twee. O que irei falar aqui seria mais sobre o Garage Rock/Revival Rock, como se chama por aí por alguns. Mas, como se tem “Indie Rock” como sinônimo do que irei tratar abaixo (Strokes, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, etc), resolvi usar então esse termo.

Tudo explicado, agora vamos ao estilo de hoje!

No final dos anos 90/início dos 2000, o que estava tocando nos rádios (pois é, usávamos rádios), TV e na Internet – que ainda estava dando os primeiros passos para a popularização –, era o Pop. Exato, Britney Spears, Crhistina Aguilera, NSYNC, Five, Backstreet Boys, etc. O rock estava com pouco espaço no mainstream da mídia rádio/videofônica.

O que muito se ouvia eram frases como “O Rock morreu”, “É o fim do Rock” e “Onde está o Rock'n'Roll?”. Muito disso provém do abafamento que o Pop deu num cenário musical de Rock que estava até então como destaque do momento: o Grunge (que em outro dia explicaremos tudo sobre o estilo/movimento do qual participou Kurt, Eddie, e companhia).

A saída de um movimento pesado e com atitude como esse para um estilo dominado por danças coreografadas, ídolos teens e refrões pegajosos fez com que essas frases fossem ditas por todos os cantos do mundo por fãs de Rock.

O desespero não era necessário. Ok, sabemos disso hoje, mas, na época, a tal "morte" do gênero ainda era algo que causava preocupação.

No underground (sempre ele) estavam surgindo bandas que estavam “revivendo” (entre aspas, pois sabemos que o Rock nunca morreu – e nem vai) a música que o povo estava querendo, com uma levada mais caracterizada por um som mais cru, riffs mais simples e solos de guitarra. Estavam aí então os elementos do gênero voltando em bandas de garagem, principalmente nos Estados Unidos e Reino Unido.

Os principais responsáveis por isso foram bandas como The Strokes, Franz Ferdinand, Libertines, Hives, The Killers, The Vines, Arctic Monkeys e The White Stripes, entre outros. Entretanto, para muitos, a banda fundamental, e que possui um disco que muito tem como símbolo desse revival, é o Strokes com o Is This It, lançado em 2001.

A maior característica sonora dessas bandas era fortes influências ainda do Grunge, como é notado claramente no som das bandas Hives e Vines. A sonoridade também era acrescida do Classic Rock e Blues Rock, como no caso dos Libetines e The White Stripes, respectivamente, e do Britpop, claramente percebido no The Killers. Tais bandas foram importantes para uma linhagem de novos grupos de estios e características sonoras parecidas, como The Fratellis, Arctic Monkeys, Band of Skulls, Blood Red Shoes e The Subways, numa segunda onda, e mais recentemente The Heartbreaks, Vaccines e Howler.

Na época foi criado um rótulo para essas bandas, ainda usado por alguns, que foi meio exagerado: O de “ressuscitadores” do Rock. Certo não está, mas errado também não. Se levarmos em conta que foi com esses grupos que o Rock voltou à MTV e Cia, podemos tentar dizer que o rótulo é algo válido.

O importante é que o Rock voltava a ter espaço que recentemente tinha perdido no mainstream - e voltava com qualidade!

Discografia básica:

The StrokesIs This It
The White StripesDe Stjil
The LibertinesUp The Bracket
The Hives - Veni Vidi Vicious
Arctic MonkeysWhatever People Say I Am, That's What I'm Not
The Subways - Young for Eternity

Discografia atual:
The Vaccines - What Did You Expect from the Vaccines?
HowlerAmerica Give Up
The Heartbreaks - (Ainda sem álbum lançado) Liar, My Dear

Artistas: The White Stripes, The Vaccines, The Subways, The Strokes, The Libertines, The Hives, The Heartbreaks, Howler, Arctic Monkeys

Marcadores: Revival Rock, Indie Rock, Garage Rock